Massaranduba

Massaranduba fica no norte de Santa Catarina. É um pequeno município no vale do rio Itapocu, a cinqüenta quilômetros de Blumenau. A maior parte da sua população, cerca de quinze mil habitantes, vive da agricultura, em especial do cultivo do arroz irrigado.

Massaranduba-1967-Fundacao Massaranduba-1968
Foto do dia da emancipação do município, em 1961. A imagem aérea foi tirada pelo Sr. Baumgartem.

A vocação para a agricultura nasceu com Massaranduba Jornal da Educação – Pág. 07 – Outubro de 2005

Em uma das versões da história de Massaranduba, os primeiros colonos a ocuparem terras onde hoje se localiza o município, nas regiões agrícolas de Campinha (ou Campinas) e Patrimônio, eram germânicos e teriam chegado por volta de 1870, fugindo da crise econômica em que estava mergulhada a Europa e especialmente a Alemanha. Os primeiros colonos foram estabelecidos num quadrado de terras devolutas do Estado de Santa Catarina, de 2.178 hectares, na localidade de Massaranduba, cuja concessão para a Vila Blumenau, foi oficializada pelo Decreto nr. 378, de janeiro de 1867.

Historiadores registram que os governos brasileiro e catarinense mantinham, até meados de 1930, política de colonizar o interior do país com colonos de origem europeia. Boa parte dos imigrantes de outras nacionalidades entrou no Brasil como alemão, porque as empresas colonizadoras do Dr. Blumenau, Hanseática e Hamburguesa, responsáveis pela colonização de quase totalidade dos municípios desta região, eram alemãs. A política de colonização, entre outras medidas, concedia cidadania brasileira a todo imigrante que adquirisse um lote de terras para nela morar e trabalhar. As empresas colonizadoras recebiam dinheiro do governo brasileiro para do governo brasileiro para transportar os colonos da Europa para o Brasil e para mantê-los nos primeiros anos da chegada ao Brasil, até que os mesmos pudessem viver dos frutos de seu próprio trabalho. As dificuldades eram muitas, mas a força dos colonos era maior ainda.

Terras de todos e de ninguém Alguns historiadores ligam a ocupação de parte das terras hoje pertencentes a Massaranduba, à áreas emancipadas dos municípios de Itajaí, Blumenau, Luis Alves e Guaramirim. Mas como as terras nada são sem o ser humano e as cidades surgem a partir do momento em que são exploradas pelo homem, as divergências com os municípios vizinhos, por questões de limites territoriais, são parte da história passada da cidade. Os limites atuais do município foram definidos pela Lei nr. 746, de 29 de agosto de 1961.

AS terras da localidade de Massaranduba, de propriedade do Governo do Estado de Santa Catarina, foram transferidas para a Vila de Blumenau, desmembrada de Itajaí, pela Lei Provincial nr. 860, de 04 de fevereiro de 1880, pelo Tenente Manoel Joaquim Machado, Presidente da Província de Santa Catarina, no dia 15 de abril de 1893. Theodoro Kleine concluiu o relatório das anotações referentes à demarcação e medidas dos primeiros lotes feitos por Oscar Schippmann, no dia 07 de agosto de 1898. O relatório de Kleine foi depositado no patrimônio municipal, no dia 20 de novembro de 1922, apresenta os nomes dos 29 primeiros proprietários de lotes na região.

De acordo com os registros da Diretoria de Terras e Colonização do Estado de Santa Catarina, na medição de 1890, o lote nr. 01, localizado na margem direita do rio Massaranduba, com área de 258.259m², pertencia a Wilhem Leu e Guilherme Zilsw. O lote fazia limites com o rio ao Norte, com terras devolutas ao Sul, com lotes de Itoupava Rega, a Oeste; a Leste, com o lote nr. 03. Os germânicos chegados em 1870 puderam adquirir suas terras somente em 1898, após a conclusão da demarcação das terras pelo agrimensor Oscar Schippmann, iniciada em 1875 e finalizada somente em 1892. O início da venda dos primeiros lotes aos colonos já estabelecidos na Campinha e Patrimônio aconteceu a partir de 1893. Em 1900, o povoado já havia criado a primeira escola, na localidade de Massaranduba Alto e inaugurado a primeira casa comercial, de propriedade de Fritz Witte. Assistiu à chagada de imigrantes italianos e poloneses em 1908. Mesmo ano em que os imigrantes poloneses construíram a primeira igreja de Massaranduba, a Igreja Nossa Senhora do Rosário, na localidade de Braço do Norte.

Mais terras e mais pessoas

Em 1920, Massaranduba foi elevada a categoria de Distrito de Blumenau, embora com território menor do que o atual. E neste mesmo ano, começa a funcionar a primeira linha de ônibus ligando o Distrito à sede do município. O Estado continuava a vender lotes na zona rural. As tradições germânicas continuaram vivas mesmo após a vinda de imigrantes de outras regiões da Europa e de brasileiros. Para manter uma das principais tradições alemãs, em 1922, foi fundada a Sociedade Desportiva e Recreativa Tiro ao Alvo Massaranduba.

O agricultor Germano Reinke resolveu expandir suas atividades profissionais e em 1925, implantou a linha de ônibus Massaranduba a Blumenau, que partia do cruzamento de Massaranduba com Rio Branco e Guarani-Açú. Mas a energia elétrica chegou somente em 1945. O Cartório de Registro Civil e Tabelionato foram instalados em 1949. Em 1948, Luis Alves perdeu 124 quilômetros quadrados de terras, o equivalente a 10,7% de sua área. Além do território, 2.298 habitantes foram transferidos para o novo município de Massaranduba. Luiz Alves passou a limitar-se com Massaranduba no ponto mais algo do Morro dos Cachorros.

Neste mesmo ano, Massaranduba foi emancipado de Blumenau. Ao mesmo tempo, Guaramirim foi emancipado de Joinville e juntos formaram o novo Município de Massaranduba, tendo Guaramirim como Distrito. José Borges Cordeiro foi o prefeito do novo município que teve apenas nove meses, quando Massaranduba passava a ser Distrito de Guaramirim, que tornou-se a sede do município. José M. Pires foi nomeado prefeito provisório, mas o primeiro prefeito eleito foi o massarandubense Emílio Manke Júnior. A Fundação do Hospital Sagrado Coração de Jesus, na localidade de Guarani-Mirim aconteceu em 1950. E, em 2001, são encerradas suas atividades e suas instalações transformadas em um Centro de Medicina Alternativa.

O Grupo Escolar General Rondon criado em 1950, foi inaugurado no dia 28 de janeiro de 1951. A construção da escola foi resultado de doações da população. E nessa escola, que em 1979, o poder público passou a oferecer o ensino de 2² Grau ou Ensino de nível médio. Em 1958, Luis Alves foi emancipado de Itajaí, pela Lei Estadual nr. 348, de 21 de junho. E mais uma vez parte de suas terras é anexada a Massaranduba. Desta vez, foram às terras em que teve origem o Braço Direito, 1º e 2º Braço, Braço Costa, o Braço Seco e 07 de Janeiro.

A sonhada e prometida autonomia aconteceu somente por meio da Lei Estadual nr. 746, de 29 de agosto de 1961. Entretanto, a lei criava o município com o nome de Adolfo Konder. Um abaixo assinado da população, fez o governador voltar atrás e o município voltou a ter a denominação de Massaranduba, por força da Lei nr. 772, de 09 de novembro de 1961. Tendo sido instalado, no dia 11 de novembro de 1961, na presença do governador do estado de Santa Catarina, Celso Ramos.

A instalação do novo município se deu no dia 11 de novembro. O prefeito nomeado, Ricardo Witte, permaneceu no cargo até a posse do primeiro prefeito eleito, Emílio Manke Júnior, em outubro de 1962. A primeira indústria de Massaranduba, que continua a ser um município essencialmente agrícola, foi instalada em 1962, a indústria Têxtil Fitema S/A. Em 1968, a Cooperativa Agrícola Mista Juriti Ltda era fundada e dois anos mais tarde, era instalada a Central Telefônica do município. Em 1977, a população precisava manter conta bancária em outros municípios, quando o primeiro banco, o Itaú, foi inaugurado na cidade. Dois anos mais tarde, era inaugurado o Centro Esportivo Municipal.

Em 1979, era executado o primeiro projeto de pavimentação da cidade. A então avenida Central (rua 11 de Novembro) foi calçada. No ano seguinte, a cidade ganhava ligação asfáltica com os municípios vizinhos, via SC-413 e pela SC-474. A agência do Banco do Brasil foi inaugurada somente em 1982, quando o município ganhou também o Posto de Saúde. E já consolidada como Capital Catarinense do arroz a cidade realiza, em 1986, a 1ª FECARROZ – Festa Catarinense do Arroz. No ano seguinte, nascia a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Massaranduba. Organizada, a cidade continua a crescer e passa a oferecer mais serviços e benefícios aos cidadãos. Na década de noventa, o município passa a organizar-se em torno da defesa do meio ambiente, implantando programas e instituições com a responsabilidade de planejar, implementar e fiscalizar ações em defesa do meio ambiente e, do ponto de vista econômico, implementar o turismo.

Em 1990, foi construído o Portal de entrada da cidade. Entre outras ações, foi criado o Conselho Municipal Agropecuário e Defesa do meio Ambiente-COMADEMA. Já em 1993, foi inaugurado o primeiro depósito de lixo tóxico na Comunidade Braço do Norte. Também naquele ano, a primeira caixa de água coletiva com filtro, melhora a qualidade da água da comunidade do 1º Braço do Norte. Depois destas, diversas outras caixas d´água e depósitos de lixo tóxico foram instaladas em outras comunidades. No mesmo ano, foi implantado o Turismo Integrado entre as cidades de Massaranduba, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder, Corupá e Pomerode. No ano seguinte, era inaugurado o primeiro hotel fazenda do município, o Santo Antônio.

O ano de 1999, assiste à criação do Conselho Municipal de Turismo, iniciando um trabalho definitivo para a construção de uma cultura de turismo no município. O novo milênio chega com novidades para a cidade. No mesmo ano, 2001, em que a direção do Hospital Sagrado Coração de Jesus decide fechar suas portas no mês de março. Mas a população não ficou completamente sem atendimento, pois no mês de setembro, tem início o Serviço Municipal de Pronto Atendimento. Em 2004 é dado início à construção do hospital municipal.

Fontes: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, XXXII volume, IBGE: Rio de Janeiro, 1959. ADAMI, Luiz Saulo e ROSA, Tina. Terra Generosa – História de Massaranduba – SC, S&T: Blumenau-SC Jornal da Educação, Joinville, Agosto de 2002 História de Santa Catarina, 1º volume, Grafipar.

HINO
Bravos colonizadores Imigrantes europeus Fundaram Massaranduba Enviados por Deus. Povo honroso e trabalhador Fez essas terras com suor E muito amor Capital Catarinense do Arroz Encanta quem aqui chegar. No presente E no futuro Cataremos pois és tu Que eu sempre quis Minha Massaranduba De verdes matas E um povo feliz Ó Massaranduba, meu berço adorado Cantinho do Brasil um título no estado

(refrão) Ó Massaranduba de grande tesouro Do prato brasileiro És tu o grão de ouro.

Bem no meio de um vale Massaranduba com seus lindos arrozais Capital Catarinense do Arroz Paraíso das belezas naturais criações e plantações descendentes de várias nações nunca deixarei de te amar. Ó Massaranduba, meu berço adorado Cantinho do Brasil um título no estado

(refrão) Ó Massaranduba de grande tesouro Do prato brasileiro És tu o grão de ouro.

Ouça o hino no Youtube

Origem: Letra e música: Marcos Pereira Martins (kiko da Gaita) e José Santos Marcelino (Zequinha Vieira), Geraldo Bispo (arranjos e gravação). A lei municipal nr 051/98 de 12 de agosto de 1998 oficializou a letra e música do Hino de Massaranduba.

Bandeira e Brasão

A Bandeira é retangular, com as proporções da Bandeira Nacional. E tem a seguinte composição: em campo azul-celeste, uma cruz amarela carregada por outra da mesma cor, composta por grãos de arroz. Sobre o todo, o Brasão, cujo metal prata do campo e coroa, é substituído pela cor branca e o metal ouro do hilo, pela cor amarela. A cor azul diz respeito às grandes amplidões à disposição da criatividade dos que vivem em Massaranduba. A fruta estilizada alude ao nome do município. O listel branco, com caracteres em preto, pela sua simplicidade, constitui o meio mais fácil de identificação do município. O chaveirão representa a retidão do caráter dos moradores de Massaranduba, inalterável como o esquadro. As cores vermelho e prata (substituído pela cor branca) derivam da Bandeira do Estado de Santa Catarina. O ouro simboliza a nobreza do povo. A forma de escudo é de estilo Português. A coroa mural de prata, com cinco torres, é privativa das municipalidades. A cruz representa que o produto predominante no solo (o arroz) irradia para os pontos cardeais, além de aludir a formação cristã da sua gente.

A lei nr. 07/75 de 16 de outubro de 1975, institui o brasão e a bandeira do município.

O NOME

Foi devido à presença em larga escala da árvore Maçaranduba, que se deu a denominação a este município. Maçaranduba é o nome comum às diversas espécies de árvores brasileiras, pertencentes ao gênero Mimusops, da família das sapotáceas. Estas árvores fornecem madeira de cor vermelho-escuro, dura e homogênea, que se destaca por sua resistência à umidade. Suas espécies mais conhecidas são: Maçaranduba Elata, do Rio de Janeiro; Huberi, do Pará e M. Rufula, do Ceará. Há outras espécies como Maçaranduba Balata, das Guianas e Venezuela, de grande importância econômica porque a seu látex fornece a balata, cuja produção varia de 3 a 10 litros por árvore. Na região norte do Brasil, nas fronteiras com a Venezuela e Guianas, a M. Bidentada constitui-se, segundo o pesquisador Álvaro Magalhães, na “nossa balata verdadeira”.

GALERIA DE PREFEITOS

Massaranduba vai às urnas

Em 07 de outubro de 1962, os 2.709 eleitores cadastrados no recém-criado município de Massaranduba tiveram a oportunidade de eleger seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo locais. seus votos foram distribuídos da seguinte forma: Partido Social Democrático (PSD):1.462; União Democrática Nacional (UDN):1.154; brancos 63; nulos:30.

Assim foram eleitos quatro vereadores do PSD e três da UDN, além do Prefeito Emílio Manke Júnior – PSD (também foi o primeiro prefeito eleito de Guaramirim-de 30 de setembro de 1949 a 30 de setembro de 1954).

Nossos Prefeitos:

Ano Prefeito Vice-prefeito

1948-48

José Cordeiro (Nomeado 1ª emancipação)
1961-61 Ricardo Witte (PSD) Provisório até as eleições
1962-65 Emílio Manke Júnior (PSD)
1965-66 Fritz Paul Techentin (PSD)
1967-68 Irineu Manke (PSD)
1969-72 Ivo Bramorski (Arena) Arceste Packer (Arena)
1973-76 Zeferino Kuklinski (Arena) Curt Manke (Arena)
1977-82 Dávio Leu (Arena) Ary Kuchembecker (Arena)
1983-88 Zeferino Kuklinski (PDS) Rolf Reinke (PDS)
1989-92 Dávio Leu (PFL) Raimund Zimdars (PFL)
1993-96 Odenir Deretti (PDS Mário Sasse (PMDB)
1997-00 Mário Sasse (PMDB) Alfredo Vavassori(PPB)
2001-04 Dávio Leu (PFL) Mº Fernando Reinke(PSDB)
2005-08 Dávio Leu (PFL) Mº Fernando Reinke(PSDB)
2009-12 Mário Fernando Reinke (PSDB) Armindo Sesar Tassi(PMDB)
2013-16 Mário Fernando Reinke (PSDB) Armindo Sesar Tassi (PMDB)

Foi à presença abundante da árvore Maçaranduba que deu a denominação a este município, no entanto é escrito Massaranduba. Estas árvores fornecem madeira de cor vermelho-escura, dura e homogênea, que se destaca por sua resistência a umidade. A passagem ou a
presença por um tempo maior dos nativos na região, hoje denominada de Massaranduba, pode ser confirmada devido à presença de resquícios que estes povos deixaram. Os primeiros imigrantes que chegaram a Massaranduba e iniciaram o processo de ocupação definitiva das terras eram Alemães, Italianos e Poloneses com sonhos de fazer a América.

As primeiras ocupações dos imigrantes se deram por volta de 1870 devido à expansão da ocupação da Colônia Dr. Blumenau. Eram alemães e se instalaram na região da Campinha e Patrimônio. Os italianos se instalaram na atual Região Alta do município no ano de 1877, na época pertencendo a Antiga Colônia Luís Alves sendo esta parte anexada bem mais tarde ao município de Massaranduba. Os poloneses ocuparam a Região do Braço do Norte nos fins da década de 1880. Nesta comunidade encontra-se a Igreja de Nossa senhora do Rosário que é a edificação mais antiga enquanto igreja.

No ano de 1821 a região de Massaranduba foi elevada a categoria de distrito de Blumenau.

Foi pela “Lei nº 247 de dezembro de 1948, da Assembleia Legislativa do Estado, criado o município de Massaranduba, desmembrado dos municípios de Blumenau, Itajaí e Joinville”. No entanto, pouco durou o novo município, pois no segundo semestre de 1949, a Sede e denominação passaram de Massaranduba, para 2º Distrito de Guaramirim. Finalmente, através da Lei Estadual nº 746/61, de 29 de agosto de 1961 foi emancipado o município de Massaranduba.

A dedicação do agricultor à rizicultura deu ao Município de Massaranduba o título de Capital Catarinense do Arroz. A principal cultura econômica é o arroz irrigado, sendo cultivado dentro do sistema de produção tradicional na região, cultivado nas várzeas. Além do cultivo do arroz têm destaque também no Município o cultivo da banana e da palmeira real, que surgiram como alternativa de renda para os produtores das regiões mais elevadas do Município. Outras culturas como a criação de peixes em açudes, o plantio e cultivo do eucalipto e do o pinus, a criação de gado de corte, a criação de suínos e a criação de frangos de corte, também são fontes de renda alternativa para os produtores rurais massarandubenses. Outra fonte de renda e principalmente de geração de empregos no Município está voltada para as indústrias aqui instaladas, destacando-se as indústrias de beneficiamento de arroz, indústrias têxteis, moveleiras e de esquadrias, indústrias químicas, de plásticos e metalúrgicas.

A localização geográfica de Massaranduba está a 178 km de Florianópolis. Sua população é de 14.668 segundo senso de 2010.

As origens da população se revelam na música, na gastronomia e nas danças folclóricas. Dois grupos folclóricos – Gustav Bach e Italiani di Cuore, e a Associação polonesa Karol Wojtyla mantêm as tradições dos imigrantes, que também são cultivadas nos bailes e festas típicas.

As atrações turísticas incluem pesque-pague, engenhos de cana-de-açúcar e fabricação de cachaça, cachoeiras, edificações antigas, igrejas, grutas, morro Santo Anjo, festas religiosas, tradicionais festas dos clubes de caça e tiro, a festa do colono e a tradicional FECARROZ, realizada de dois em dois anos no final de abril e início de maio.

Existem no município propostas para as áreas de cultura e turismo como: criar novos espaços culturais; criar a Lei Municipal de Fomento Cultural; valorizar a história dos imigrantes poloneses, italianos, alemães e açorianos, apoiar e incentivar os talentos artísticos; planejar e incrementar os negócios ligados ao setor do turismo rural.

Belezas naturais e culturais

Belezas naturais e riqueza cultural compõem um cenário privilegiado no município de Massaranduba, estado de Santa Catarina. Diversidade étnica com forte influência das colonizações polonesa, italiana, alemã e açoriana. Paisagens de planícies entram em contraste com os morros, com estações bem definidas ao longo do ano. A base principal da economia é a agricultura, no entanto a indústria tem crescido muito nos últimos anos.

Um passeio pelas estradas rurais de Massaranduba pode desvendar costumes e tradições seculares trazidos por diversos povos que aqui se estabeleceram. Seja na culinária, na música, nos dialetos, na arquitetura, nas festividades ou em qualquer forma de expressão, a cultura introduzida pelos imigrantes que chegaram desde o século 19, encontra-se registrada e presente até hoje em vários espaços do município. A presença de “Paisagem Cultural”, que é aquilo que diz respeito à formação de uma comunidade, cidade ou país, representando a cultura de um povo, saberes que foram criados e passados de geração em geração, aperfeiçoados e modificados com o passar do tempo, como a forma de ocupação no lote, os modos de produção familiar, as técnicas construtivas e as expressões culturais trazidas pelos imigrantes formaram uma paisagem especial em Massaranduba. As pequenas propriedades rurais espalhadas por estradas abertas pelos imigrantes pioneiros que guardam, na paisagem, na arquitetura e nas tradições, as marcas da cultura de sua origem e sua interação com as terras brasileiras.
Belas cachoeiras, rios, riachos, morros, planícies verdejantes são cenários comuns de Massaranduba. Quer saber mais? Venham nos visitar!

Fonte: Prefeitura Municipal de Massaranduba,

Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Turismo.

BRASÃO E BANDEIRA

OS SIMBOLOS DO MUNICÍPIO

O brasão e a bandeira de Massaranduba foram criados pela Lei nº 07/75, sancionada pelo então prefeito Zeferino Kuklinski, em 16 de outubro de 1975.

A Economia do Município

ECONOMIA PRINCIPAL: AGRICULTURA

A dedicação do agricultor à rizicultura deu ao Município de Massaranduba o título de Capital Catarinense do Arroz.
A principal cultura econômica é o arroz irrigado, sendo cultivado dentro do sistema de produção tradicional na região, cultivado nas várzeas.

As primeiras arrozeiras foram implantadas no início do século XX, preparadas a mão: o agricultor cavava o barranco com uma pá de corte e jogava o barro no banhado, nivelando o solo e preparando a área para o plantio. Eram semeadas variedades nativas de grande de grande porte e pouca produtividade. “Mais tarde chegou o arado, mas nas arrozeiras primitivas não era possível entrar com cavalo. Então, o arado era puxado por quatro homens”, e um quinto homem segurava no cabo do arado para que as manobras necessárias pudessem ser executadas.

“Com o aparecimento de conchas, zorras puxadas por animais, foram feitas ´[areas que permitiam o uso de animais (bois e cavalos) para o uso da aração. Depois do boi e do cavalo, apareceram os primeiros tratores, que foram usados para a aração do solo, mas eram pouco produtivos, pois eeram pesados e atolavam nas arrozeiras que eram feitas em locais de solo alagados. Mais tarde, apareceram tratores menores, com tração nas quatro rodas”. Os tratores de maior porte só voltaram as arrozeiras quando foram lançados acessórios: rodas auxiliares ou substituíveis de ferro, ” facilitando assim o uso da máquina nos solos irrigados para o plantio”. Em fevereiro de 1963, circulou o número 150 da Revista do Sul, destacando em uma de suas reportagens Massaranduba, “município de maior produção de arroz do norte do Estado”, com 500 mil sacas. Também é da década de 1960 a fundação dos dois sindicatos do município, ambos ligados ao setor agrícola. Em 30 de março de 1968, 57 agricultores se reuniram e constituíram a Cooperativa Agrícola Mista Juriti Ltda., hoje Cooperativa Juriti Ltda.

Atualmente a produção média anual de arroz em casca é de aproximadamente 1.500.000 sacas. Devido a alta fertilidade do solo, existem arrozeiras produzindo a mais de 90 anos e em algumas delas é utilizada apenas adubação de cobertura com nitrogênio.

Além do cultivo do arroz têm destaque também no Município o cultivo da banana e da palmeira real, que surgiram como alternativaa de renda para os produtores das regiões mais elevadas do Município.

Outras culturas como a criação de peixes em açudes, a criação de peixes em arrozeiras, o fumo, o milho, o feijão, o eucalipto, o pinus, a criação de gado de corte, a criação de suínos, e a criação de frango também são fontes de renda alternativa para os produtores rurais massarandubenses.

ECONOMIA SECUNDÁRIA: INDÚSTRIA

Outra fonte de renda e principalmente de geração de empregos no Município está voltada para as indústrias aqui instaladas, destacando-se as indústrias de beneficiamento de arroz, indústrias têxteis, moveleiras e de esquadrias, indústrias químicas, de plásticos e metalúrgicas.

ECONOMIA TERCIÁRIA: COMÉRCIO

Na economia terciária destacamos o comércio. No comércio local, lojas, armazéns, agropecuárias, supermercados, bares, lanchonetes, restaurantes, entre outros, podemos encontrar tudo e qualquer coisa de que se necessite, sem ter que se deslocar da cidade.O comércio local também é grande fonte de geração de empregos.

Geografia do Município

DADOS GEOGRÁFICOS

Área: 373,296 quilômetros quadrados.
Altitude: 26 metros acima do nível do mar.
Região: litoral de São Francisco do Sul.
Limites territoriais: Blumenau e Jaraguá do Sul, ao oeste; São João do Itaperiú, ao leste; Guaramirim, ao norte; e Luis Alves, ao sul.
População: 14.668 habitantes (11.616 eleitores) (Fonte: IBGE/ ano 2010).
Temperatura: média anual de 20 graus centígrados.
Distância de Florianópolis: 178 quilômetros.
Zona fisiográfica: Vale do Rio Itapocú.
Localização geográfica: Latitude 26º03″15″Sul – Longitude 49º02″24″ (Oeste Greenwich).
Altitude média: 26 metros.
Precipitação média anual: 2.200 milímetros.
Clima: (Köppen) Subtropical úmido com verão quente, temperado de julho a agosto, podendo cheegar a 40ºC.
Hidrografia: Rio Massaranduba e seus afluentes – rio Luís Alves, rio Putanga, rio Guarani-Mirim, todos tributários do rio Itapocú.

INFORMAÇÕES POPULACIONAIS

Total da população: 14.668
Total de homens: 7.443
Total de mulheres: 7.225
Total da população urbana: 7.607
Total da população rural: 7.061
Total de domicílios particulares: 5.002
Total de domicílios particulares ocupados: 4.493
Total de domicílios particulares não-ocupados fechados: 3
Total de domicílios particulares não-ocupados de uso ocasional: 191
Total de domicílios coletivos: 08
Informações obtidas do site: www.ibge.gov.br/cidadesat (2010)
Eleitores: 11.616 eleitores (Fonte: Cartório eleitoral de Guramirim/ 2010).
Fonte: http://www.massaranduba.sc.gov.br/home/index.php?

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